CULTURA XAMÂNICA E SABEDORIA ANCESTRAL AS RELAÇÕES DE CONFIANÇA COMO VALOR CENTRAL
Resumo
Por milhares de anos só podíamos contar uns com os outros para aumentar as chances de sobrevivência cotidiana da comunidade num mundo onde se convivia com todos os tipos de perigos e dificuldades. Nesta longa e incrível jornada desenvolveram-se as variedades étnicas, lingüísticas e ideológicas que hoje conhecemos. Esta diversidade tem sido tanto o trunfo adaptativo da nossa espécie quanto à fonte de conflitos e intolerância entre as comunidades humanas, na medida em que elas se etnocentram. Quando elas passam a considerar, narcisicamente, suas cosmovisões e mitologias como sendo o Centro do Mundo (Axis Mundi). E, a elas mesmas, as primeiras a serem criadas, como se fossem “os filhos diletos da Criação”. Desta maneira responsável, os novos xamãs, não raro re-lendo, recriando, atualizando de acordo com suas realidades sociais, dentro de suas próprias mitologias pessoais, poderão exercer e disseminar as práticas sociais nativas como a organização em conselhos tribais e a distinção pelo mérito verdadeiro. Ao mesmo tempo, por meio dos novos xamãs, servindo de ponte entre os dois mundos tão assimetricamente relacionados, fundamentados no reencantamento da Natureza, que é a visão xamânica da vida, teremos o resgate ecopolítico necessário à sobrevivência do planeta.
Palavras-Chave: Diversidade – Comunidades Humanas – Cosmovisões – Reencantamento – Planeta
Palavras-Chave: Diversidade – Comunidades Humanas – Cosmovisões – Reencantamento – Planeta
Referências
Texto completo: PDF


