HEGEL, SCHELLING E A VERDADE NA ARTE

Douglas L. Pereira

Resumo


A obra O Sistema do Idealismo Transcendental é o sistema que posiciona a arte como o organon de toda a filosofia. Nessa obra, Schelling apresenta a síntese entre liberdade e necessidade em um único produto: o produto artístico. De certa forma, a produção artística em Schelling está articulada não só à produção natural – necessidade – como também à produção livre – liberdade –, e só isso já serve para dizermos que Schelling, assim como Hegel, também está em direto diálogo com a filosofia crítica kantiana. Pois, ainda que Schelling e Hegel admitam, em certa medida, muitos pressupostos da filosofia crítica, o modo como pensam a relação da arte com a verdade é bem diverso. Por um lado, temos uma filosofia que permite um acesso direto e imediato ao absoluto e, por outro, uma que entende esse acesso mediatizado. Hegel, com seu senso histórico, foi o grande crítico dessa imediatidade e não poupou adjetivos – na Fenomenologia do Espírito, por exemplo – para desqualificar como misteriosa e obscura essa forma de acesso à verdade.

Palavras-chave: Arte – Verdade – Beleza.

Referências



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